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  • • 01/08/2013 - O Stripper Masculino no Clube de Mulheres

    Nos últimos anos do século XX houve um movimento das sociedades ocidentais no sentido do incremento do erotismo e da pornografia, tendo sido rompidas muitas convenções referentes à moral sexual. Práticas como a masturbação, sodomia, homoerotismo, adultério, prostituição e pornografia estão sendo debatidas visando à suanormalização. Assim é que, atualmente, estão na moda os clubes de mulheres em que, numa inversão do esquema tradicional, o homem faz o strip -tease tendo mulheres como espectadoras exclusivas. O homem, visto como objeto de deleite feminino,    inverte as normas sociais tradicionais de que a iniciativa nos encontros heterossexuais é prerrogativa masculina, cabendo à mulher provocar o desejo e depois aplacá-lo passivamente.

    Os clubes de mulheres diferem em vários aspectos conforme o local em que se situam. Em Buenos Aires, por exemplo, as coreografias incentivam sensualidade, erotismo e afeto, ao som de músicas românticas. Já no Brasil, como nos EUA, são enfatizados os malabarismos sexuais, que remetem à orgia, à promiscuidade e à impessoalidade. Em     todos, porém,  o controle masculino sobre as situações ocorridas no palco prevalece e as mulheres se aproveitam para dar vazão à fantasia, justificando-se com a ingestão excessiva do álcool. Os strippers, enfim, têm a função de seduzir, atendendo à fantasia da mulher que, ao pagar por isso, se coloca em posição de ativa-passividade; ele, ao     mesmo  tempo que é sujeito da sedução, também é objeto fetichizado.

    O filme Magic Mike, dirigido por Steven Soderbegh e protagonizado por Channing Tatum e Alex Pettifer mostrou, em detalhes, como funcionava um clube de mulheres em Tampa, Flórida, EUA, assim como era a vida dos strippers que nele trabalhavam. A idéia do filme partiu do próprio passado de Tatum, que tinha contado a Soderbegh seu passado como stripper em clubes de mulheres. Os tempos nos EUA eram de recessão e, mais ou menos como em Ou Tudo ou Nada,comédia britânica (1997) em que tiozões recém-desempregados viraram strippers, Magic Mike usou o universo do clube das mulheres para falar da crise financeira como causadora da emasculação masculina.

    Mike (Tatum) era um rapaz que se desdobrava entre bicos profissionais e apresentações no clube de propriedade de Dallas (Matthew McConaughey), almejando uma carreira estável como marceneiro de móveis sólidos e não essas mobílias descartáveis que as pessoas compram. Foi o que ele disse à gerente do banco em que pediu e teve negado um empréstimo, pois não tinha renda comprovada. Quando ela disse que existia um programa de ajuda a pessoas com problemas financeiros, ele ficou irritado e disse: Eu não tenho problemas financeiros, quem tem são os bancos, eu leio os jornais! Certo dia, enquanto consertava telhados, Mike conheceu Adam (Alex Pettyfer), perdido na vida aos 19 anos, que se tornou seu novo pupilo para o clube. Foi então que aconteceu a hilariante cena em que Dallas, de sunga amarela e lenço na cabeça, ensinou Adam a fazer strip-tease. Ele falou:Provoca, seduz, procura acreditar que você está transando com cada uma delas. Você está realizando as fantasias mais selvagens delas, tudo que o marido delas não lhes dá. Mexa-se devagar. Movimente-se. Transe com o espelho.

    Adam, com sua beleza, carisma e um corpo que agradava às mulheres ficou encantado com a grana fácil, mulheres e droga daquele universo. Sua irmã Broke, porém, ao chegar  em casa e se deparar com tangas, quepes e roupas de marinheiro ficou estatelada. Pensou que ele era homossexual por causa das roupas e por estar depilando as pernas. Ao lhe dizer que nada tinha a ver com a sua preferência sexual, ele respondeu que tudo isso era para o seu     trabalho de stripper e ela foi ao clube conferir. Foi lá que conheceu Mike, que se encantou por ela, mas ela lhe deu uma dura.

    Então Magic Mike fez um lindo show, foi tirando a roupa aos pouquinhos e ficou se contorcendo apenas de fio dental, se jogou na platéia, foi agarrado pelas mulheres e simulou o ato sexual com uma garota no palco. Foram shows após shows, com os personagens que cultuavam o corpo levando as mulheres à loucura em danças coreografadas, com o auxílio dos mais diversos acessórios para instigar o imaginário sexual. Isso sem falar nas fantasias fetichistas, como apresentações em que personificavam cowboys, executivos, marinheiros, médicos, rappers, boxeadores e até um homem das cavernas. Finalmente, Mike foi conversar com Broke, irmã de Adam e os dois se entrosaram.



     
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