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  • • 05/06/2012 - Privacidade: uma coisa impossível de se conseguir?

    Em matéria transmitida no Fantástico de Domingo (13/05), foi considerada satisfatória a solução dada à investigação a respeito da divulgação de 36 fotos da atriz Carolina Dieckmann, sem roupa ou em poses sensuais, na internet. Carolina, de 33 anos sempre resistiu aos convites para tirar fotos para revistas eróticas justamente para preservar seus dois filhos, um adolescente e uma criança de quatro anos. Mas foi em vão! Desde o dia 3 desse mês que essas fotos, tiradas   por ela mesma em momentos íntimos,estão em um número incalculável de computadores.

    O principal suspeito enviou um spam para o computador da atriz
    que, inadvertidamente, o abriu, permitindo que os hackers tivessem acesso aos seus arquivos. Como ainda não existe uma lei específica para crimes de informática, os rapazes que invadiram o computador da atriz deverão ser indiciados por furto, extorsão qualificada e difamação.

    Privacidade: uma coisa impossível de se conseguir?

    A divulgação de fotos íntimas põe em evidência a perda gradual e dramática de nossa privacidade
    . Não só os famosos atores, políticos- mas todos que tansitam na internet, que usam celulares e câmeras digitais estão sujeitos a terem a sua intimidade devassada.

    As razões pelas quais gostamos de tirar fotos íntimas, segundo a revista Época, são três: 1- gostamos de ser reconhecidos em fotos; 2- essas fotos têm apelo sensual; e, segundo o neurocientista Ogi Ogas, o cérebro feminino é programado para se excitar com a excitação masculina. Quando, como no caso de Carolina Dieckmann, esse prazer se torna um pesadelo, a reação da mulher depende muito da estrutura e funcionamento de sua personalidade, assim como da maneira como o grupo em que ela está inserida reage, independentemente de ela ser uma pessoa pública ou não. Algumas mulheres se isolam, outras entram em ansiedade, umas poucas como Jesse Logan, de 18 anos e Hope Witsell, de 13 anos, se suicidaram após as suas fotos nuas irem parar nas mãos de colegas. Mas outras podem superar a situação com relativa facilidade. Concordamos, enfim, com a filósofa e escritora Ayn Rand, segundo a qual a civilização é o progresso em direção a uma sociedade de privacidade. Civilização é o processo de libertar o homem do homem. Linda frase e muito verdadeira!

    O filme Invasão de Privacidade, do diretor Philip Noyce (O Colecionador de Ossos), mostra de forma dramática de que forma em nossa vida moderna temos dificuldade em manter a privacidade, pois   estamos sendo sempre vigiados pela internet, pelas câmeras de filmagem etc. Ele começa com uma linda loura fatal sendo empurrada a la Hitchcock de seu apartamento, de grande altura. Na manhã seguinte, o boato que corre é que ela se suicidou. Logo em seguida, muda-se para o apartamento que vaga, Carla (Sharon Stone), sempre deslumbrante. Ao tomar banho e à medida que anda pelo apartamento fica claro que ela está sendo vigiada por câmaras e filmada, assim como os outros apartamentos.

    Todos comentam que ela é parecidíssima com a inquilina anterior, inclusive um senhor que conversa com ela no mercado e em seguida morre no banho. Será mais um crime? Tcham Tcham Tcham! Após esnobar o charmoso escritor Jack, que lhe diz que Zeke é perturbado  e tinha um caso com Naomi Singer, a moça que morava anteriormente no seu apartamento, ela inicia um namoro com Zeke e este lhe revela ser o dono do prédio. Ao receber um telescópio, anonimamente, ela começa a espionar a vizinhança. Finalmente, ela descobre que Zeke tem um superequipamento com uma sala especial em que monitora a vida de todos os moradores! Tanto o telescópio de Carla como as Câmaras de Zeke remetem à invasão de privacidade e ao voyeurismo no melhor estilo de Alfred Hitckock de Janela   Indiscreta . Ela, em um primeiro momento, se deslumbra e diz: _ é melhor que qualquer filme, livro, é a vida real e ninguém se magoa.

    Mas após ficar um dia com o brinquedo novo, chega à conclusão de que não precisa mais disso, pelo contrário, de que é invasão de privacidade. Ela diz: Quero minha privacidade, minhas experiências. Quando ele vai buscar comida para os dois, por curiosidade, resolve ver algumas gravações antigas e vê Zeke fazendo amor com Naomi e com uma vizinha, Vida, que também morreu inexplicavelmente. Chega à conclusão de que ele e não Jack, ao contrário do que pensava, era o assassino e o manda viver a própria vida, ao invés de vivê-la assim por tabela vendo a vida dos outros como até então.

     
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