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  • • 11/04/2012 - Marilyn Monroe: por que o mito?

    Em 5 de agosto de 2012 prestaremos reverência a Marilyn Monroe pelo cinquentenário de sua morte com o lançamento de livros, filmes, seriados de TV, peças de teatro e até uma exposição em que a imagem da musa foi desenhada com diamantes pelo artista plástico Vik Muniz. Seu reconhecimento como o mais poderoso mito de Hollywood levará seu rosto a estampar o pôster da 65o edição do Festival de Cinema  de Cannes, que será realizado em Maio deste ano.

    E porque ela e nenhuma outra das exuberantes divas criadas pelo  cinema   do  século   20, a  era mais glamourosa de Hollywood, permanece tão viva no imaginário popular?  A  sua   morte precoce,  trágica e envolta em mistério, aos 36 anos, é sem dúvida uma das responsáveis pela eterna reverência ao ídolo. Não se viu Marilyn envelhecer, assumir papéis de mãe nem de avó, apenas de mulheres lindas, jovens e sedutoras. Dizem que a única maneira de não envelhecer é morrer jovem. Seria o caso de Marilyn Monroe e também de James Dean que, morrendo jovens, eternizaram nossa lembrança  deles  no  apogeu  da juventude, com seu viço e beleza.  O envolvimento de Marilyn com o álcool e os barbitúricos, apesar de intensos e sua instabilidade emocional, não a levaram a internações sucessivas em clínicas para dependentes clínicos, como observamos hoje em dia em muitos atores, o que serviu para preservar sua imagem de grande estrela.

    Marilyn, inclusive, apesar de sua origem humilde,  teve   uma   atitude diferente das outras divas ao chegar ao topo. Nascida Norma Jeane Mortensen, em 10de junho de 1926, em Los Angeles, Califórnia, teve uma infância conturbarda, grande parte dela em lares  adotivos e  orfanatos, pois sua mãe passou a maior parte da vida em sanatórios e seu verdadeiro pai nunca a assumiu. Esse cenário de rejeição foi responsável pelo seu desequilíbrio emocional, perda de controle diante de traumas emocionais e incessante busca por um pai e pelo amor.

    Talvez essa carência a tenha levado, quando chegou ao estrelato, ao contrário  das  outras   divas, que assumiram um papel gélido e inatingível, a não se preocupar em separar sua imagem pública da particular. Ao contrário, gostava de instigar o imaginário masculino posando, como suas personagens, tanto de garota ingênua como de mulher gostosona, a incrivelmente bela garota comum  com  quem se  podia  tomar umas cervejas, contar umas piadas e quem sabe, com sorte, levar para a cama.

    Ela se casou, aos 16 anos, com Jim Dougherthy, apenas para se livrar do orfanato. Aos 20, oficializou o divórcio de seu primeiro casamento. Em 1952, conheceu o lendário jogador de beisebol Joe DiMaggio, com quem se casou dois anos depois. Nessa época, Marilyn já dependia de remédios para dormir e utilizava estimulantes para se   manter  acordada durante o dia. Além disso, ingeria álcool com freqüência. Devido aos ciúmes de DiMaggio, divorciou-se pela segunda vez. Finalmente, em 1956, casou-se com o dramaturgo Arthur Miller, do qual  ficou grávida duas vezes e teve dois abortos espontâneos, que abalaram profundamente seu equilíbrio emocional já frágil. Pouco depois, divorciou-se do terceiro marido.

    Nesse período, intensificou o tratamento psicoterápico, manifestando uma depressão profunda com pensamentos suicidas. Em fevereiro de 1962 conheceu o presidente John F. Kennedy, com quem teve um envolvimento amoroso durante meses. Mas era frustrante para ela, emocionalmente, pois tinha consciência de que ele desejava a estrela de cinema e não a mulher que ela era. E afinal ele resolveu terminar o relacionamento. Como despedida, em seu aniversário, ela vestiu um vestido muito colante  e cantou, de forma lasciva: Feliz aniversário, senhor Presidente.

    Na manhã seguinte foi encontrada morta em seu quarto, tendo ao seu lado um frasco de barbitúricos, levando à conclusão de que teria sofrido uma overdose- intencional ou acidental.  Existem várias teorias sobre a morte de Marilyn. Uma delas é a de que ela se suicidou quando o presidente John Kennedy lhe disse que queria terminar o romance entre eles.  Outra   sugere    que a morte possa ter sido acidental, devido a um erro na dose do remédio. Finalmente, mais sinistra, existe a teoria de que as suas ligações com a família Kennedy e com o chefão da Máfia, Sam Giancana, fez dela uma ameaça à segurança nacional, o que levou à sua eliminação. A verdade é que ninguém sabe o que de fato aconteceu. O relatório da autópsia foi suprimido, os telefonemas que deu antes de morrer desapareceram e seus amigos foram ameaçados para não depor. Qual terá sido a verdadeira causa da morte de Marilyn Monroe?

    Apesar de ter atuado em inúmeros filmes, dois se destacam por refletirem sua jornada fulgurante, breve e trágica. Ambos, O Pecado Mora ao Lado (1955) e Quanto mais Quente Melhor (1959), são reconhecidamente os melhores e mais populares trabalhos da atriz no cinema, ambos dirigidos pelo cineasta Billy Wilder. Em O Pecado Mora ao Lado, o tema é o adultério. Marilyn é a vizinha do andar de cima de um editor de livros casado e com um filho, que despacha a mulher durante o verão para a praia, sentindo-se solteiro novamente. Ele começa a sentir uma atração incontrolável por sua vizinha, jovem linda e sedutora, tentando conquistá-la em diversas situações inusitadas. Uma das cenas clássicas do cinema é aquela em que a saia de Marilyn levanta na saída de ventilação  do  metrô:-sente a brisa do metrô? Não é uma delícia?



     
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